1 de novembro de 2015

Uma pequena pausa na temática deste blog para fazer uma pequena denúncia

Caros leitores, ao defender o direito de manifestação de cidadãos e cidadãs em um grupo de professores estaduais (MG), fui vítima de uma tentativa frustrada  de repressão (ops!!!) de constrangimento! Um perfil "fake" fora desmascarado. Quem diria, por mim. Acho que estou ficando perito em semiótica. Vejam e tirem suas próprias conclusões. O que tal instituição pública mineira pensa estar fazendo? Afinal, que tempos são esses???

15 de outubro de 2015

Bella Natura!!! Pedra que Engole - Parque Nacional da Serra da Bocaína (RJ)

O Parque Nacional da Serra da Bocaina (PNSB) é uma das maiores áreas protegidas da Mata Atlântica. Este lugar quase intocado só existe até hoje devido a histórica resistência das comunidades tradicionais que ocupam e defendem fauna e flora da região. Portugueses e franceses, entre os anos de 1555 e 1560, guerrearam entre si para colonizá-la. Venceria o embate aquele grupo que primeiro conquistasse a confiança dos indígenas. Por que os tão superiores brancos europeus, com suas armas mortais, com suas lanças, espadas e com seus poderosos canhões abastecidos com ferro e pólvora precisavam da ajuda dos índios? Simplesmente porque sem eles e sem o conhecimento que o índios detinham, os europeus morreriam facilmente. Não na guerra entre os brancos, mas na mata e em seus mistérios fascinantes!!! Venceram os portugueses, que logo após aprenderem tudo que necessitavam principalmente com os Guaranis, exterminaram grande parte dos demais nativos...E ainda há aqueles que acham que existe fraternidade européia! Todavia os filhos deles, dos brancos e índios, após algumas gerações deram um belo pé na bunda dos gringos!!! Parabéns aos Tupinambás, Tupiniquins, Guaranis e Caíçaras. Preservar, resistir e lutar é preciso!!

18 de maio de 2015

Aquela história mal contada

Dossiê Jango... A história se repete? Não meus caros, a história não se repete a não ser como farsa. Certa vez, um personagem em uma peça de teatro que eu não me lembro o nome disse: "Parecendo real, nada é verdade".

20 de abril de 2015

FELIZ DIA DO ÍNDIO!!! A primeira expropriação de terras na região do Sul de Minas Gerais, foi a expropriação das terras indígenas

Os principais fatores históricos que levaram a fixação de pessoas e a ocupação do território que hoje pertencente ao município de Lavras-MG foram as descobertas de jazidas de ouro em Minas e o movimento conhecido como bandeirantismo. Pelo menos essa é a visão mais amplamente divulgada pela historiografia tradicional. Todavia, como muitos estudos já apontaram, antes da corrida do ouro em Minas nossa região não era desabitada. Viviam aqui segundo Vilela (2014) o povo Cataguá, ou Cataguases, um dos 73 povos indígenas identificados no território mineiro, e dentre eles talvez este fosse grupo que mais ofereceu resistência à conquista dos bandeirantes.  O predomínio de tais tribos era tão grande que primitivamente o território de Minas era conhecido como o “País dos Cataguás” e “Campos Gerais dos Cataguases”, denominações que só desapareceram depois de criada a Capitania de Minas, separada de São Paulo em 1720 (VILELA, 2007).  

Índios - Figura. Autor: Johann Moritz Rugendas. Fonte: [fi] Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ. Disponível no bando de ddos (imagens) do site www.dominiopublico.gov.br 


Silveira (2004, apud Vilela 2014, p. 47) revela que os Cataguases pertenciam ao grupo ou tapuia, e eram na sua maioria nômades ou seminômades não por vocação, mas por condições adversas do meio. A obra de Vilela (ob. cit. ) não expressa nada a este respeito, mas penso que o nomadismo, ou tendência ao nomadismo, deste povo permitiu que os “invasores” expulsassem os indígenas destas terras. O que o este autor afirma é que os bandeirantes com o apoio da nação Tremembé foram repelindo os indígenas Cataguá do Sul-Sapucaí e Rio Grande para o oeste de Minas, Rio das Mortes, Piumhi, Itapecerica e Abaeté, ao longo do século XVII.

Este episódio, ou sequencias de episódios, revela(m) que a fixação e fundação dos primeiros arraiais na região hoje denominada campos das vertentes e sul de minas se deu a partir de grandes expropriações de terras.  Ou seja a fixação de paulistas, portugueses, e de seus escravos ente os rios Sapucaí, Grande e das Mortes, como observa Vilela (2014) e Silveira (ob. cit, p.48) decorreu de uma vitória em guerra territorial. Lima (1968) relata que:

“o escriba real Bento Pereira Souza Coutinho escrevendo ao rei de Portugal em 1694, sobre a descrição dos caminhos percorridos pela expedição de Fernão Dias, mencionando sobre a colina dos ferozes Cataguases fora alcançada pela força das armas quando concluía a primeira etapa da destemida bandeira antes de fundar o arraial de Ibituruna próximo à cachoeira Afunilada do Rio Grande.

Vilela (2007) ressalta que relação desta luta com a história de Lavras provavelmente está ligada a denominação do ribeirão vermelho, entre a serra da Bocaína e as matas do Rio Grande, que entretanto, serviu de palco para o que certamente foi uma violenta batalha entre os bandeirantes e os índios, quando então o sangue derramado pelos corpos lançados nesse ribeirão, tingiram simbolicamente, suas águas de vermelho. No município de Ribeirão Vermelho encontram-se dois sítios arqueológicos pré-coloniais. Eles são legados que testemunham nosso triste passado!!!

Referências Bibliográficas
LIMA, J. de S. Lavras de Ouro e das Escolas. Tribuna de Lavras, 1968.
SILVEIRA, A. da. Ao longo da trilha: lembranças da infância de Minas. Belo Horizonte. Ed. do Autor, 2004.
VILELA, M. S. A formação Histórica dos Campos de Sant´ana das Lavras do Funil. Lavras: Ed. Indi, 2007, 449p.
VILELA, M. S. Minha Aldeia: a perola do Rio Grande. Lavras: Ed. Indi. 2014. 736p.

9 de março de 2015

Canoa indígena construída provavelmente no século XVII é encontrada no Sul de Minas Gerais

Viva o povo Cataguá, cruelmente dizimado (ops!!!) infelizmente conquistado pelo movimento das bandeiras. Muito além de ser somente uma piroga encontrada, trata-se de um grande resquício da presença dos Cataguases em terras sul-mineiras!!! Nossos primos (com certeza em todos os Mineiros corre sangue cataguá), nossa história. 

Piroga indígena. Embarcação datada de 1610 foi achada em outubro do ano passado. 
Foto publicada pelo site EM Digital. Direitos autorais preservados 

Veja a matéria completa publicada pelo Estado de Minas no link abaixo: